Dos poetas

Fecho as portas - 22Mar2008

Fecho as portas a esta casa....

A minha nova casa é preto no branco ou branco no preto...

http://margaretedasilva@blogspot.com

Fonte: http://dancadelagrimas.blogspot.com/2008/03/fecho-as-portas.html

Amo-te! - 22Mar2008



Sei-o bem, não to dissera antes porque ainda há barreiras para o tédio do além sentir, baixinho suspirara tanta vez a nova aurora que aparecia confusa nas minhas manhãs. Anunciei os meus passos antes de tos contar em segredos inquebráveis, depois despi os sufocos e os suspiros e como se fossem quedas de água deixei que me percorressem o corpo inteiro onde tu moravas. Agitei os meus olhos castanhos em direcção às tuas mãos, questionei-as acerca das sua carícias mas elas nem para mim falaram. Enfim soube, sempre soube, que o limite entre o que é de mim e o que é de ti era mais ténue do que a barreira que quebrava o horizonte. O meu horizonte és tu entre rasgos de pequenez. A minha grandeza reside no melhor de ti, a minha força está no teu sorriso, a minha simplicidade é a breve e ligeira quietude ternurenta da tua vida.

Sei-o bem, não to dissera antes porque ainda há barreiras do além sentir... amo-te!



Fonte: http://dancadelagrimas.blogspot.com/2008/03/amo-te.html

Porque choras meu amor? - 19Mar2008


Porque choras meu amor?
Já não falas.
Já não danças.
Já me esqueces.

Porque choras meu amor?
A tua cara é um rio sem peixes.
Tenho medo que me deixes
assim como te entristeces.

Meu amor... meu amor...
minha esperança está gasta
pelo tempo que se arrasta
nesse corpo que mereces.

Porque choras meu amor?
Já não falas.
Já não danças.
Já me esqueces?

Porque choras?
Porque choras?
Porque choras?

Fonte: http://dancadelagrimas.blogspot.com/2008/03/porque-choras-meu-amor.html

Vejo-te ir... - 18Mar2008

Cai a chuva pelo vidro da minha janela e com ela algumas lágrimas se soltam dos meus olhos, estava a tentar não chorar mas não é possível porque os meus gritos de revolta magoam o coração apertado de memórias e lembranças boas.
Sei que é hora de seguirmos as nossas vidas, cada um segue os seus caminhos que em nenhum outro momento se hão-de cruzar, sei que tens de ir por ali com um sorriso no rosto e que eu devo ir por aqui com um sorriso no rosto, a sapiência é a consolação deste coração dorido.
Não posso deixar de chorar um pouco, só pela melancolia ou até mesmo a nostalgia de te ver partir com o bom tempo e de me deixar de novo embriagar pelo espírito dos que na solidão se desenham.
Nunca estarei sozinha porque te sei aí e me sei aqui mas o fim inevitável fez com que eu mais uma vez sonhasse essa dura realidade, apodrecer sozinha a um canto. Como eu gostava que me prometesses que ficarás a meu lado até ao fim da vida, como eu gostava que me prometesses que sempre estarás aí por mim, como eu gostava...
Sacudi as melodias da tristeza e deixei-me levar pelo breve passar dos dias, bebo um chá, festejo a tua ida porque sei que é a melhor coisa a ser feita agora, entre nós apenas a amizade fica dançando à luz de um amor que ruiu, nenhum de nós sabe explicar como mas sabemos que ruiu apenas.
Fico aqui. Olho o fim da rua e vejo o teu vulto a afastar-se devagar, quando olho para o meu lado ainda aqui estás, podes ir em paz que daqui não sais, dentro de mim ficará o teu lugar para sempre...


[ promete-me que ficas a meu lado até ao final da minha vida! Sim?]


Vejo-te ir...



... umas quantas lágrimas rolam pela minha face.

Fonte: http://dancadelagrimas.blogspot.com/2008/03/vejo-te-ir.html

Abraça-me até morrer - 17Mar2008

Abraça-me até morrer meu amor, já não sei que paragem é esta apenas sei que te espero aqui, um dia chegarás com os braços cobertos de carinhos para me entregar e então não valerão por nada aos meus ouvidos as outras vozes e hei-de ouvir apenas as nossas preces, abraça-me até morrer!
Prego rasteiras aos abraços dos outros, é nos teus braços que me encontro e me sou, só nos teus braços ecoa a verdade em sorrisos e em gestos eternos. Sucumbo à minha vontade de ir e espero-te ainda, na memória os teus beijos e o compasso desesperante dos teus passos, um solfejo de sonhos, um arpejo de lembranças, o amor em partituras defenidas de imensa quietude e calmaria.
Abraça-me até morrer meu amor,
os teus braços são a minha casa,
o que os outros podem ver
não é nem metade do que eu posso e nem um quarto do que tu podes.



Descasco os meus sentidos só para me ser possível espremer mais um pouco deste amor tão grande que gastei aos poucos, enquanto te foste.

Fonte: http://dancadelagrimas.blogspot.com/2008/03/abraa-me-at-morrer.html

Eles suicidam-me... - 17Mar2008

Ontem falei-te de um nome e não quiseste saber, parecias oco por dentro como se eu desconhecesse já que eras oco ou que nada dentro de ti tinha um sentido qualquer que não fosse morte. Ontem precipitei-me a contar-te os meus segredos mas tu não quiseste saber nem mesmo quando eu abri o meu coração e o pintei de negro, aí inclinaste-te para trás e adormeceste, ressonavas como um porco!
Ah a semelhanças entre a mesma espécie é terrível!

Neutralizei a minha dor e chego aqui com o coração preenchido pelo teu espaço, escrevo-te para entender que razão de ser é esta, que mundo é o meu, que espaço tão natural, tão vindouro. Curvo então os meus pecados sob a falésia e num rápido movimento atiro-os junto com o meu corpo.

A morte faz todo o sentido quando dentro e fora de nós mesmos já nada nos sabe a vida.

Fonte: http://dancadelagrimas.blogspot.com/2008/03/eles-suicidam-me.html

Vamos? - 11Mar2008


Por tudo o que dás, como se fosse possível dares-me tanto já que tanta distância nos separa os corpos. Por tudo o que me estás, na alma dos bem amados que se consomem com asneiras e pensamentos negativos, porque me estás na brevidade e efemeridade do presente preenchido com o teu riso. Mas haverá melhor sentimento que este? Veio sem nos apercebermos, ficou dentro de nós e foi crescendo como uma semente que foi largada à pressa crescendo, selvagem, na margem de qualquer sítio.
Por ti esperava eu todos os dias, gritava até às vezes no meu silêncio o castanho dos teus olhos reflectido.
Chegou a hora de me esquecer de um tudo e de partir por aí contigo a segurar a minha mão, balançando-a,levando-a contigo para onde quer que vás. E do baloiço da vida fazemos nosso encosto perpétuo, despimos os corpos, libertos de todo o mundo, inquietos de nós mesmos, prendemo-nos a cada traço, em cada passo, cada espaço de vida que nos ocupa a vontade. Abraçados fazemos ecoar a voz do amor nos caudais do futuro tumultuoso, beijamo-nos como nunca haviamos beijado ninguém, o suor nas palmas das mãos, as veias dilatadas pelo desejo do ter e do querer, do desejar.
Por tudo isto e por muito mais, um para sempre, para sempre nós a intensificar a vida com os nossos sentimentos mútuos.
Vamos?


Fonte: http://dancadelagrimas.blogspot.com/2008/03/vamos.html

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