Fashion
Errar é humano? ou a culpa é das máquinas? - 11Jun2009 17:48:00

Cada dia que passa mais me vou convencendo de que o melhor estado para uma mulher é o estar sozinha. Eles acabam sendo uns emplastros, deus me valha, que o vigor com que atacam a carne não compensa as dores de cabeça.
Como foi? Eu conto.
Apesar de ser uma criatura das matemáticas com uma realidade baseada em raciocínios frios e complexos, o Alberto chegou-me com falinhas mansas a olhar-me de cima, como se eu fosse ignorante das estruturas da arquitectura informática. Ele sabe-a toda, pensei logo no primeiro contracto; porém, os atributos sensíveis à execução aqui do ?je? foram desenhados há já muitos anos e para conhecer o funcionamento interno de uma mulher ainda falta muito aos homens.
É que a mim a gestão de equipamentos nunca me passou ao lado. Programar é coisa que faço com uma perna às costas e a electrónica digital é cá das minhas há muito, muito tempo, na falta de sistemas de processamento ou mesmo quando o volume dos dados é escasso.
Ele veio-me com aquela capacidade de raciocinar de uma forma lógica e estruturada, definindo pressupostos, estabelecendo etapas, querendo tirar conclusões numericamente fundamentadas, mas quem fez a avaliação dos resultados fui eu, cansada já da conversa das competências.
Aquilo de montar os chips, depois de conceber o modelo não é a melhor abordagem e o vício das máquinas torna os homens peças simples de uma qualquer linha de montagem. E eu, que monto bem qualquer engenho, não deixo de ser exigente com a autenticidade dos elementos. Por isso é que me enfastiou aquela sequência de instruções que não visavam mais do que tornar-me um simples processador. Ainda por cima com exigências de garantia de satisfação. Era fazer login e zás, a coisa dava-se! Era bom que as mulheres andassem ali na casa dos GHz e pudessem processar centenas de milhões de instruções por minuto, não era? Mas para isso, no mínimo, era preciso que partilhássemos os mecanismos de comutação, meu anjo, porque os circuitos de apoio, mesmo estando na motherboard, carecem de conectores adequados.
Como foi? Eu conto.
Apesar de ser uma criatura das matemáticas com uma realidade baseada em raciocínios frios e complexos, o Alberto chegou-me com falinhas mansas a olhar-me de cima, como se eu fosse ignorante das estruturas da arquitectura informática. Ele sabe-a toda, pensei logo no primeiro contracto; porém, os atributos sensíveis à execução aqui do ?je? foram desenhados há já muitos anos e para conhecer o funcionamento interno de uma mulher ainda falta muito aos homens.
É que a mim a gestão de equipamentos nunca me passou ao lado. Programar é coisa que faço com uma perna às costas e a electrónica digital é cá das minhas há muito, muito tempo, na falta de sistemas de processamento ou mesmo quando o volume dos dados é escasso.
Ele veio-me com aquela capacidade de raciocinar de uma forma lógica e estruturada, definindo pressupostos, estabelecendo etapas, querendo tirar conclusões numericamente fundamentadas, mas quem fez a avaliação dos resultados fui eu, cansada já da conversa das competências.
Aquilo de montar os chips, depois de conceber o modelo não é a melhor abordagem e o vício das máquinas torna os homens peças simples de uma qualquer linha de montagem. E eu, que monto bem qualquer engenho, não deixo de ser exigente com a autenticidade dos elementos. Por isso é que me enfastiou aquela sequência de instruções que não visavam mais do que tornar-me um simples processador. Ainda por cima com exigências de garantia de satisfação. Era fazer login e zás, a coisa dava-se! Era bom que as mulheres andassem ali na casa dos GHz e pudessem processar centenas de milhões de instruções por minuto, não era? Mas para isso, no mínimo, era preciso que partilhássemos os mecanismos de comutação, meu anjo, porque os circuitos de apoio, mesmo estando na motherboard, carecem de conectores adequados.
O mínimo erro custa milhões, dizia ele. Mas meu querido Alberto, bem sei que errar é humano; por isso é que de futuro vou optar por contratar software pronto.
Fonte: http://homensonline.blogspot.com/2009/06/errar-e-humano-ou-culpa-e-das-maquinas.html
O Náufrago - 08Abr2009 13:08:00

Encontrei-o no areal pela manhãzinha, assim sem energia, desfalecido e debilitado.
Estou a recuperá-lo com muitos mimos e caldinhos, pois esteve muito tempo sem comer e não posso dar-lhe comida forte.
O pior foi deslocá-lo, por causa da robustez.
Ainda não fala.
Estou a recuperá-lo com muitos mimos e caldinhos, pois esteve muito tempo sem comer e não posso dar-lhe comida forte.
O pior foi deslocá-lo, por causa da robustez.
Ainda não fala.
Se as coisas correrem bem, este ano não devo ir de férias.
Aguardo as melhoras.
Aguardo as melhoras.
Fonte: http://homensonline.blogspot.com/2009/04/encontrei-o-no-areal-pela-manhazinha.html
O publicitário - 01Abr2009 23:48:00
Como é que foi possível eu ter embarcado em mais uma?Ah, santa ingenuidade não ter percebido que tudo não passava de publicidade enganosa! Num momento da vida nacional em que o investimento se encontra retraído eu devia ter tido cautelas, mas ele veio-me com aquela conversa das redes neurais e nem me apercebi que a coisa também metia inteligência artificial, porque se tivesse dado conta não daria importância à referência às outras técnicas que até hoje estavam apenas no imaginário ou nos filmes de ficção. Foi com essa promessa que me levou à certa, fartinha que ando de gente de baixa estatura.
Aquilo dos slogans a toda a hora bem me enfastiava, mas pronto, podia ser que o indivíduo se sentisse mais homem no seu papel de free-lancer e sem querer, até me deixei ir na voz activa do pregão.
Potenciar o valor do produto foi o que ele fez desde o princípio mas o que eu tive de descobrir sozinha é que aquilo não passava de uma técnica de gestão de marca ? e de branding?s ando eu enjoada!
Fonte: http://homensonline.blogspot.com/2009/04/o-publicitario.html
O nutricionista - 01Abr2009 01:02:00
Prometeu que me iria arranjar um programa especial de educação alimentar. Teria de planear ementas e ajudar-me a optimizar a relação custo/qualidade porque, dizia ele, comer bem é fácil e não custa caro.Ora é sabido que sou uma mulher de alimento e que nunca tive queda para a cozinha; por isso e porque ele era um pão bem encascado, veio-me à ideia que a ementa poderia levar brinde. Ouro sobre azul, um homem que finalmente me alimentasse de maneira saudável, de manhã à noite, aliviando-me das porcarias tipo fast food que como por aí e que depois me deixam o corpinho numa lástima.
Cedi à experiência e marcamos logo a sessão prática. Foi aí que ele agiu: olhou, pesou, mediu, calculou, ? e depois disse que o IMC estava alto e que era preciso ter muito cuidado com a boca.
Ora eu, que sou e sempre fui mulher de muito alimento, fiquei deveras preocupada. Não me pareceu que fosse coisa fácil, mas pronto, estava por tudo!
Para começar estipulou que teria de evitar a as entradas; depois colocou-me à frente um prato com duas rodelas de milho tufado, metade de uma nós e um queijinho fresco deslavado. E disse que, como era a primeira vez, poderíamos ainda usar a banana e o mel. Já eu me lambia, de olhos arregalados quando percebi que aquilo era tudo menos o que parecia: foi quando o vi deixar escorrer meia colherzita de mel sobre a amostra do dito fruto, que colocou com profissionalismo no meu prato.
Mas pior ainda foi vê-lo colocar o aparelho de step ao lado da mesa e sentar-se à espera, de balança na mão.
Fonte: http://homensonline.blogspot.com/2009/04/o-nutricionista.html
Jorge Rebelo Tinto - 25Mar2009 20:52:00

Eu já devia estar avisada sobre a complexidade da mente artística. Não é que cada homem seja um artista ou contenha em si um artista, que as artes masculinas são assim umas coisas mais ligadas ao bricolage, coisas de encher garagens ou arrecadações com todas as inutilidades que já não cabem em casa. Mas dizia eu que devia estar avisada sobre as artes ditas nobres, uma vez que o pianista e o dançarino tinham arte inata e nem por isso deixaram intacta a minha alma apaixonada. Artifícios da vida! E se ela não é mais do que um rame-rame feito de rotinas pasmadas, de vez em quando lá cedemos à pitadinha de loucura que um artista traz e transmite ao cinzentinho dos dias.
E assim dizendo, ou assim pensando, deixei o Jorge Rebelo Tinto instalar-se na minha vida. Ele depois disse que fui eu que me instalei na vida dele, ou melhor, na casa dele, mas foi a solução para estarmos perto, que o Jorge não arredava pé da mansão de família cuja sala cheirava a cinza velha, a mofo e a couros furados pelo bicho entranhado há décadas. Dizia que precisava da minha companhia para lhe inspirar uns textos, mas hoje desconfio que a inspiração tinha outras fontes, pois de mim pouco mais queria do que umas refeições a horas certas e umas garrafas de V.Q.P.R.D. para alegrar o fumo das cigarrilhas. E falava de amor, o Jorge. Amor em versos emparelhados, sonetos de rima pobre, repetidas as palavras de paixão em acessos de euforia que lhe agudizavam o tom de voz.
Por amor apliquei cera nos ladrilhos, para que o cheiro a passado o encantasse nas noites de Outono, quando a chuva batia nas vidraças grandes e ele dizia inspirar o cheiro para se inspirar para as letras. Inspirava também eu, farta do tec-tec do teclado, pela noite dentro, para depois suspirar de pasmo e de abandono.
Por amor desfiz os fios das teias que aprisionavam as histórias às paredes, dizia ele; recuperei a armação de um globo antigo, já tombado sob o peso universal das suas escritas famosas e trouxe folhagem dos jardins para encher jarras.
Foi também por amor que avancei a quantia necessária à edição de autor com que fez sair o último livro, entre choros de homem sensível e beija-mãos lambuzados de gratidão.
Depois disso não avancei mais nada. Nem por amor. A não ser a marcha-atrás que agora faço sempre que um homem me diz que gosta de palavras, a querer já meter-me na frente dos olhos textos adornados de poesia, olhando-me com ar de quem espera elogios e aprovação. Malditos escritores famosos!
E assim dizendo, ou assim pensando, deixei o Jorge Rebelo Tinto instalar-se na minha vida. Ele depois disse que fui eu que me instalei na vida dele, ou melhor, na casa dele, mas foi a solução para estarmos perto, que o Jorge não arredava pé da mansão de família cuja sala cheirava a cinza velha, a mofo e a couros furados pelo bicho entranhado há décadas. Dizia que precisava da minha companhia para lhe inspirar uns textos, mas hoje desconfio que a inspiração tinha outras fontes, pois de mim pouco mais queria do que umas refeições a horas certas e umas garrafas de V.Q.P.R.D. para alegrar o fumo das cigarrilhas. E falava de amor, o Jorge. Amor em versos emparelhados, sonetos de rima pobre, repetidas as palavras de paixão em acessos de euforia que lhe agudizavam o tom de voz.
Por amor apliquei cera nos ladrilhos, para que o cheiro a passado o encantasse nas noites de Outono, quando a chuva batia nas vidraças grandes e ele dizia inspirar o cheiro para se inspirar para as letras. Inspirava também eu, farta do tec-tec do teclado, pela noite dentro, para depois suspirar de pasmo e de abandono.
Por amor desfiz os fios das teias que aprisionavam as histórias às paredes, dizia ele; recuperei a armação de um globo antigo, já tombado sob o peso universal das suas escritas famosas e trouxe folhagem dos jardins para encher jarras.
Foi também por amor que avancei a quantia necessária à edição de autor com que fez sair o último livro, entre choros de homem sensível e beija-mãos lambuzados de gratidão.
Depois disso não avancei mais nada. Nem por amor. A não ser a marcha-atrás que agora faço sempre que um homem me diz que gosta de palavras, a querer já meter-me na frente dos olhos textos adornados de poesia, olhando-me com ar de quem espera elogios e aprovação. Malditos escritores famosos!
(texto recuperado lá de trás...)
Fonte: http://homensonline.blogspot.com/2009/03/jorge-rebelo-tinto.html
Mulher resolvida... eu? - 22Mar2009 02:22:00

Deve ter sido por ouvir muitas vezes à minha mãe que uma mulher atrapalhada é pior que um homem bêbado. Por isso mesmo ou porque os genes já prometiam desembaraço, nunca se me entaramelou a língua. As mãos também sempre bordaram com perfeição mas nunca em pano cru, que as palavras podiam cair em saco roto. Para os paninhos nunca tive jeito e para a cozinha ainda menos; por mim as casas podiam suprimi-la. Mas nem por isso gosto de fast-food; habituei-me, desde cedo, a comer só do que gosto pois o prazer quer-se trabalhado e prolongado, mas que se esmerem os comparsas, a bem do sucesso . Movo-me no lado mais pragmático da vida, depois de satisfeita a minha sede de saber. Aprendo depressa; definam-me a tarefa e apresento resultados. Mas não me peçam que falseie os dados. De falso apenas tenho umas madeixas loiras; coisas do feminino, não tanto por vaidade mas por bem parecer. E para parecer bem, sou solta no vestir e em quase tudo. Se me apertam ponho-me a milhas, não gosto de sufocos. De beijos, sim, mas dos verdadeiros.
Fonte: http://homensonline.blogspot.com/2009/03/mulher-resolvida-eu.html
Eu é mais emoções. Ela é mais lógica. - 15Mar2009 13:34:00
«... uma mulher a partir dos 30 devia ter direito a dois homens: um jovem para o "mel" e um "grisalho" para a alma, as discussões filosóficas e para apreciar em conjunto uma refeição que não seja fast-food.» (maria-arvore)
Fonte: http://homensonline.blogspot.com/2009/03/eu-e-mais-emocoes-ela-e-mais-logica.html
A perfeição - 08Mar2009 18:49:00

Freud encontraria, algures lá para trás na minha vida, a explicação.
Eu é mais pr?à frente é que é caminho, por isso estou-me nas tintas para a razão das coisas e quando passo pela rua olho para eles como se a vida ganhasse de novo as cores da adolescência.
E as formas, meu deus, as formas: nádegas cheias, duras, abençoadas! Nádegas que gostam de mãos maduras, daquelas que não se esganiçam em ciumeira nem aprisionam à custa de pequeninas chantagens.
Por mim nada espero, a não ser viver aquele momentozinho de novidade e satisfação. Momento soberbo. Mais nada para além do Carpe Diem, que isso do amor é uma coisa de posse e cobrança; coisa demasiado complicada e geradora de sofrimento.
Amor é a sensação de se estar bem, o desejo satisfeito, a tranquilidade depois da loucura. Amor é fogo líquido a derramar-se na pureza do corpo, liso, limpo.
É amor próprio? Se for, que seja para mim a realização e para o outro o gosto. Que o outro se deixe levar e aguarde, primeiro; e que depois dê de si em igual entrega.
Há coisa mais perfeita?
Ele deixou-se levar e aguardou quase tudo. E eu, lambendo o mel do seu corpo, revisitava a juventude passando-a para mim. Era de silêncio a dádiva, não fosse a consciência acordar e pôr-se a cobrar ousadias.
Ah Fausta Paixão! Será possível olhar para o grisalho dos outros cabelos depois disto?
E as formas, meu deus, as formas: nádegas cheias, duras, abençoadas! Nádegas que gostam de mãos maduras, daquelas que não se esganiçam em ciumeira nem aprisionam à custa de pequeninas chantagens.
Por mim nada espero, a não ser viver aquele momentozinho de novidade e satisfação. Momento soberbo. Mais nada para além do Carpe Diem, que isso do amor é uma coisa de posse e cobrança; coisa demasiado complicada e geradora de sofrimento.
Amor é a sensação de se estar bem, o desejo satisfeito, a tranquilidade depois da loucura. Amor é fogo líquido a derramar-se na pureza do corpo, liso, limpo.
É amor próprio? Se for, que seja para mim a realização e para o outro o gosto. Que o outro se deixe levar e aguarde, primeiro; e que depois dê de si em igual entrega.
Há coisa mais perfeita?
Ele deixou-se levar e aguardou quase tudo. E eu, lambendo o mel do seu corpo, revisitava a juventude passando-a para mim. Era de silêncio a dádiva, não fosse a consciência acordar e pôr-se a cobrar ousadias.
Ah Fausta Paixão! Será possível olhar para o grisalho dos outros cabelos depois disto?
Fonte: http://homensonline.blogspot.com/2009/03/perfeicao.html
Alô!!! - 05Mar2009 01:04:00
O Nando era casado. Era e será, que há nós que não se desfazem.A mim pouco me incomodam os nós dos outros; a paixão quando aparece, com aquela força bruta, não olha a essas coisas e pede caminho livre.
Ora do caminho tratou o Nando. Eu por mim levei a lingerie e o tinto, que o serão, das outras vezes, tinha-se prolongado pela madrugada e a garganta secara.
Não vou falar aqui dos acessórios porque o Nando é um tímido e se o descobrem aqui ainda vai ficar encabulado, mas aviso já que me apetrechei bem apetrechada. Podem imaginar o que nos esperava naquele apartamento de turismo rural, ali para o sul caloroso do país.
O Nando gostava de me aconchegar a ele e ficar assim a mimar-me durante horas; ele era atenções, carinhos, roçadelas, miaus e patinhas no ar; enfim, de tudo um pouco e tudo regado com produtos de qualidade, desde o tinto ao branco.
E assim nos entretivemos durante horas; acho que até nos esquecemos do jantar porque a hora a que toda a cena aconteceu era já tardia e bem tardia!
Fui eu que vi o telemóvel a piscar e dei conta da situação; doutra forma creio que teria metido polícia e tudo! Pois se a polícia já andava no encalço dele, depois da esposa ter falado para os hospitais todos a saber se lhe tinha acontecido alguma coisa!
É que o Nando esquecera-se do telemóvel no silêncio e aquele telefonema da noite com que tranquilizava a esposa dizendo-lhe que estava no quarto do hotel a descansar dos trabalhos do congresso, falhara.
Bem? eu por mim tanto me fazia que ele comunicasse com a senhora ou não, que os hábitos das mulherzinhas controlarem os seus mais-que-tudo nas ausências era coisa que me passava bem ao lado. O mesmo já não posso dizer do desempenho do Nando, que quando se apercebeu que até já os filhos estavam metidos ao barulho, telefonema p?ra cá e telefonema p?ra lá, ficou incapaz de levantar um dedo. Aquilo parecia uma cena de velório, com uns contactos de urgência para uns amigos cúmplices e muitos ais de desespero.
Que é que eu fiz?
Ora, virei-me para o lado e adormeci na paz dos anjos, que uma mulher sabe tirar partido das situações em qualquer circunstância e o descanso traduz-se sempre em mais frescura na manhã seguinte. O Nando que fosse meter-se debaixo das saias da senhora dele, que eu, haveria de encontrar rapidamente um par de calças à minha medida!
O Nando gostava de me aconchegar a ele e ficar assim a mimar-me durante horas; ele era atenções, carinhos, roçadelas, miaus e patinhas no ar; enfim, de tudo um pouco e tudo regado com produtos de qualidade, desde o tinto ao branco.
E assim nos entretivemos durante horas; acho que até nos esquecemos do jantar porque a hora a que toda a cena aconteceu era já tardia e bem tardia!
Fui eu que vi o telemóvel a piscar e dei conta da situação; doutra forma creio que teria metido polícia e tudo! Pois se a polícia já andava no encalço dele, depois da esposa ter falado para os hospitais todos a saber se lhe tinha acontecido alguma coisa!
É que o Nando esquecera-se do telemóvel no silêncio e aquele telefonema da noite com que tranquilizava a esposa dizendo-lhe que estava no quarto do hotel a descansar dos trabalhos do congresso, falhara.
Bem? eu por mim tanto me fazia que ele comunicasse com a senhora ou não, que os hábitos das mulherzinhas controlarem os seus mais-que-tudo nas ausências era coisa que me passava bem ao lado. O mesmo já não posso dizer do desempenho do Nando, que quando se apercebeu que até já os filhos estavam metidos ao barulho, telefonema p?ra cá e telefonema p?ra lá, ficou incapaz de levantar um dedo. Aquilo parecia uma cena de velório, com uns contactos de urgência para uns amigos cúmplices e muitos ais de desespero.
Que é que eu fiz?
Ora, virei-me para o lado e adormeci na paz dos anjos, que uma mulher sabe tirar partido das situações em qualquer circunstância e o descanso traduz-se sempre em mais frescura na manhã seguinte. O Nando que fosse meter-se debaixo das saias da senhora dele, que eu, haveria de encontrar rapidamente um par de calças à minha medida!
Fonte: http://homensonline.blogspot.com/2009/03/alo.html
O Senhor Silva - 02Mar2009 17:44:00

Ele tinha até um jeito engraçado de falar, uma coisa assim entre o chefe de secção e o dono de casa. Mas era cinzento dos pés à cabeça e isso aborreceu-me. Até porque o antevi de pantufas e de comando na mão a ressonar num sofá de paninho coçado.
Contudo a agência matrimonial tinha-nos posto no mesmo caminho e eu acreditei que aquilo funcionava, pois tinha pago uma quantia razoável para desperdiçar ali todas as minhas esperanças.
Aquela horazita de conversa enfastiou-me e não hesitei em demonstrar-lhe que eu não era a pessoa indicada. Há que ser diplomata nas alturas certas e não ia dizer-lhe que as mãozinhas sapudas me arrepiavam mais do que a falta de cabelo, que uma mulher não se pode guiar apenas pela contagem dos pêlos.
Enfim, lá fui ao jantarito, mas fiz descambar a conversa pois estava interessada em vencê-lo pelos excessos escabrosos, mas parece que quanto pior me pintava mais ele arregalava os olhos. Homem estranho, ostentando um sentido de humor dito assim em confissão, que quem o tem não o declara, mostra-o.
Às tantas pensei que devia aproveitar. O homem devia ter alguns atributos, não era possível que me tivessem vendido uma mercadoria de tão pouco valor. Fecharia os olhos e aguçaria os sentidos. Tinha bebido o suficiente para que a tontura fosse gostosa e a promessa de uma noite em glória elevava-me o volume da satisfação, visível quer no rubor das faces, quer na dimensão da parte superior de um decote escolhido para a ocasião. Esperava eu que a elevação fosse bilateral e, de preferência, duradoura. Mas? o que se seguiu ainda me aflige a tranquilidade das mãos e o que recordo é a pele arroxeada e morta de uma coisa fria e sem uso. Não estranhem a frieza com que o digo. Ali até a saliva era fria. E nem umas mãos calorosas e um corpo arqueando-se em malabarismos fizeram o milagre da ressuscitação.
Não sei se ficou vexado. O que me pareceu, na realidade, é que aquilo devia ser habitual e que mais um fracasso não lhe acrescentara nem diminuíra nada.
Fica uma mulher a babar-se de excitação, antevendo horas de trabalho duro até à vitória final e depois tem de bater assim em retirada como se cada minuto a mais fosse um ultraje à sua honra de fêmea.
Contudo a agência matrimonial tinha-nos posto no mesmo caminho e eu acreditei que aquilo funcionava, pois tinha pago uma quantia razoável para desperdiçar ali todas as minhas esperanças.
Aquela horazita de conversa enfastiou-me e não hesitei em demonstrar-lhe que eu não era a pessoa indicada. Há que ser diplomata nas alturas certas e não ia dizer-lhe que as mãozinhas sapudas me arrepiavam mais do que a falta de cabelo, que uma mulher não se pode guiar apenas pela contagem dos pêlos.
Enfim, lá fui ao jantarito, mas fiz descambar a conversa pois estava interessada em vencê-lo pelos excessos escabrosos, mas parece que quanto pior me pintava mais ele arregalava os olhos. Homem estranho, ostentando um sentido de humor dito assim em confissão, que quem o tem não o declara, mostra-o.
Às tantas pensei que devia aproveitar. O homem devia ter alguns atributos, não era possível que me tivessem vendido uma mercadoria de tão pouco valor. Fecharia os olhos e aguçaria os sentidos. Tinha bebido o suficiente para que a tontura fosse gostosa e a promessa de uma noite em glória elevava-me o volume da satisfação, visível quer no rubor das faces, quer na dimensão da parte superior de um decote escolhido para a ocasião. Esperava eu que a elevação fosse bilateral e, de preferência, duradoura. Mas? o que se seguiu ainda me aflige a tranquilidade das mãos e o que recordo é a pele arroxeada e morta de uma coisa fria e sem uso. Não estranhem a frieza com que o digo. Ali até a saliva era fria. E nem umas mãos calorosas e um corpo arqueando-se em malabarismos fizeram o milagre da ressuscitação.
Não sei se ficou vexado. O que me pareceu, na realidade, é que aquilo devia ser habitual e que mais um fracasso não lhe acrescentara nem diminuíra nada.
Fica uma mulher a babar-se de excitação, antevendo horas de trabalho duro até à vitória final e depois tem de bater assim em retirada como se cada minuto a mais fosse um ultraje à sua honra de fêmea.
Ó senhor Silva, bem sei que estamos no era do digital mas a uma mulher ainda lhe sabem bem as tecnologias antigas!
Fonte: http://homensonline.blogspot.com/2009/03/o-senhor-silva.html
Particularidades - 26Fev2009 19:26:00
Quem sou eu?
Foi a maria-arvore que me passou a tarefa de me particularizar em seis pormenores dos mais coladinhos a mim. Daqueles que fazem de nós seres diferentes de todos os outros, não pela diferença em si mas pela combinação de todos entre si.
O que resulta dessa combinação ? eu ? tem a ver com uma mania inata de me apaixonar por todas as coisas e de as viver até ao limite; tem também a ver com o meu nariz empinado e com a incapacidade de sorrir quando não me apetece. No geral aguento as pisadelas até ao momento em que me salta a tampa, por isso sou pouco polida nas reacções, mas só às vezes, porque normalmente digo com os olhos, que são sempre o meu espelho e são muito bonitos.
E? com tanta conversa esqueci-me do que vinha fazer aqui. Era suposto vir dizer a verdade ? ou seja, que não compreendo os homens; que ando à procura de um companheiro compatível e ele não aparece; que à conta dessa procura vou provando daqui e dali porque só a experiência empírica pode desempatar nas indecisões; que sou muito gulosa e exigente nas provas, que me farta a conversa fiada e que as particularidades de cada um variam consoante as ocasiões, a idade que se vai tendo e a definição de objectivos que se vai fazendo na vida.
Não sei se isto chega, mas é que hoje está a puxar-me a escrita para a nostalgia!
Vou-me já embora!
Foi a maria-arvore que me passou a tarefa de me particularizar em seis pormenores dos mais coladinhos a mim. Daqueles que fazem de nós seres diferentes de todos os outros, não pela diferença em si mas pela combinação de todos entre si.
O que resulta dessa combinação ? eu ? tem a ver com uma mania inata de me apaixonar por todas as coisas e de as viver até ao limite; tem também a ver com o meu nariz empinado e com a incapacidade de sorrir quando não me apetece. No geral aguento as pisadelas até ao momento em que me salta a tampa, por isso sou pouco polida nas reacções, mas só às vezes, porque normalmente digo com os olhos, que são sempre o meu espelho e são muito bonitos.
E? com tanta conversa esqueci-me do que vinha fazer aqui. Era suposto vir dizer a verdade ? ou seja, que não compreendo os homens; que ando à procura de um companheiro compatível e ele não aparece; que à conta dessa procura vou provando daqui e dali porque só a experiência empírica pode desempatar nas indecisões; que sou muito gulosa e exigente nas provas, que me farta a conversa fiada e que as particularidades de cada um variam consoante as ocasiões, a idade que se vai tendo e a definição de objectivos que se vai fazendo na vida.
Não sei se isto chega, mas é que hoje está a puxar-me a escrita para a nostalgia!
Vou-me já embora!
Fonte: http://homensonline.blogspot.com/2009/02/particularidades.html
As Revelações - 19Fev2009 22:02:00
Ora vamos às revelações:
Não acreditem que seja tudo verdade, aquilo que eu vou escrever; por que razão haveria de ser eu a única pessoa verdadeira neste país?
1. Aqui, na blogosfera, quem me conhece sabe que tenho duas caras: uma que ri e outra que está sempre muito séria. (quem não conhece terá de investigar). Logo, a primeira afirmação é falsa.
Não acreditem que seja tudo verdade, aquilo que eu vou escrever; por que razão haveria de ser eu a única pessoa verdadeira neste país?
1. Aqui, na blogosfera, quem me conhece sabe que tenho duas caras: uma que ri e outra que está sempre muito séria. (quem não conhece terá de investigar). Logo, a primeira afirmação é falsa.
2. Já viajei de avião sozinha, sim senhor. E não pilotei, deixei isso para quem sabe; o que eu queria dizer é que não tinha ninguém com quem falar porque vinha por minha conta. Mas pronto, se se entender que não estava sozinha no ar? a segunda também pode ser falsa.
3. A lista de nomes da minha vida tem, infelizmente, nomes repetidos. Será falta de imaginação ou é triste sina?
4. Nunca escrevi um livro. O que não me faltam são páginas escritas mas não morro pela ambição de me ver editada. E quando para isso a gente tem de pagar? ai, ai!
5. Perdoo sempre os maus desempenhos dos meus companheiros? Às vezes nem sei o que diga! Eu sei lá se são eles ou se sou eu! Contudo, sou complacente e, como todas nós sabemos, um bom desempenho não tem necessariamente de acabar assim com aquela coisa do ?foi tão bom para ti como para mim?. Ou seja, se nunca mais acabar? é um excelente desempenho!!! Esta nem é falsa nem é verdadeira, é como a quiserem entender!
6. É que sou mesmo uma grande comilona. Deixo a questão do conteúdo à vossa imaginação.
7. Os colegas de trabalho não são boas opções, nunca. Se aquilo dá para o torto nunca mais nos livramos da companhia, ou vice-versa! Mas às vezes?
8. Televisão? Dispenso.
9. Sócrates. Passo. Já antes tinha passado e continuarei a passar. É falso.
Quem?
Ele!
10. Já me perguntaram se eu era da televisão. E não foi só uma vez!
Parece que não cumpri o que me era pedido!
Paciência! Mas ao menos tive um pretexto para falar convosco.
Fonte: http://homensonline.blogspot.com/2009/02/as-revelacoes.html
Desafio - 18Fev2009 18:45:00
A Hipatia desafia-me para um meme. (eu sei lá o que isso é!!!)
Tenho de fazer nove afirmações, sendo que em três delas não estou a dizer a verdade.
Para mim? que falo sempre verdade? foram precisos alguns dias de reflexão para me lembrar de mentiras, mas lá vai?
1. Aqui na blogosfera, só me conhecem por Fausta Paixão;
2. Já viajei de avião absolutamente sozinha;
3. A lista de nomes da minha vida tem nomes repetidos;
4. Nunca escrevi um livro;
5. Perdoo sempre os maus desempenhos dos meus companheiros;
6. Sou uma grande comilona;
7. Nunca cortejei um colega de trabalho;
8. Raramente vejo televisão;
9. Nas próximas eleições votarei Sócrates, pois adoro-o.
10. Já me confundiram com uma locutora da tv.
E agora, passo o desafio a quem quiser agarrá-lo, que é como quem diz ... aqui na blogosfera cada um come do que gosta e quando gosta (a bem dizer, é um excelente lema para todas as coisas da vida).
Quanto a desvendar as mentiras... a gente logo fala!
Ah, não resisti a transgredir as regras e em vez de 9... escrevi 10. Bem feito!
Tenho de fazer nove afirmações, sendo que em três delas não estou a dizer a verdade.
Para mim? que falo sempre verdade? foram precisos alguns dias de reflexão para me lembrar de mentiras, mas lá vai?
1. Aqui na blogosfera, só me conhecem por Fausta Paixão;
2. Já viajei de avião absolutamente sozinha;
3. A lista de nomes da minha vida tem nomes repetidos;
4. Nunca escrevi um livro;
5. Perdoo sempre os maus desempenhos dos meus companheiros;
6. Sou uma grande comilona;
7. Nunca cortejei um colega de trabalho;
8. Raramente vejo televisão;
9. Nas próximas eleições votarei Sócrates, pois adoro-o.
10. Já me confundiram com uma locutora da tv.
E agora, passo o desafio a quem quiser agarrá-lo, que é como quem diz ... aqui na blogosfera cada um come do que gosta e quando gosta (a bem dizer, é um excelente lema para todas as coisas da vida).
Quanto a desvendar as mentiras... a gente logo fala!
Ah, não resisti a transgredir as regras e em vez de 9... escrevi 10. Bem feito!
Fonte: http://homensonline.blogspot.com/2009/02/desafio.html
As coisas que uma mulher faz... - 16Fev2009 21:38:00
Apareceu-me de fato cinzento e gravata ainda mais. Era uma mancha parda, de alto a baixo, que me aguardava junto à vidraça, como se estivesse a ver as vistas; mas estava nervoso, eu bem topei, que os homens parecem rochedos mas tremem que nem caniços na hora H.Agradei-lhe. Mas os olhos tentavam a discrição.
Sentou-se e começou a desfiar informações, como se estivesse a vender um produto difícil e fosse preciso puxar-lhe o brilho. Tarefa vã, que o conjunto era baço e o palavrear travava-me a resposta, de tão faustosamente polido.
Contive-me.
Apeteceu-me sair pela porta fora, porém, era preciso manter o nível.
Sim, pus um anúncio.
Desespero?
Até pode ser que sim, confesso-o. Ao menos não escondo que ando à procura, como fazem por aí as minhas amigas, que disfarçam as carências mas andam de olhos esbugalhados e peitinho emproado, que a maminha é minúscula e a inveja muita.
Depois fiquei ali sentada a fingir que ouvia; se não tivesse fingido tinha, no mínimo, saído dali com uma trela e teria de me limitar ao quadradinho que ele traçou sobre a secretária dizendo que a vida tem normas e o mundo limites. E que as mulheres precisam da protecção dos homens.
Não, não fiz nada. Já ando mais contida do que no passado e apenas me despedi com dois beijos dizendo-lhe que a figura junta não correspondia aos meus parâmetros.
Apeteceu-me sair pela porta fora, porém, era preciso manter o nível.
Sim, pus um anúncio.
Desespero?
Até pode ser que sim, confesso-o. Ao menos não escondo que ando à procura, como fazem por aí as minhas amigas, que disfarçam as carências mas andam de olhos esbugalhados e peitinho emproado, que a maminha é minúscula e a inveja muita.
Depois fiquei ali sentada a fingir que ouvia; se não tivesse fingido tinha, no mínimo, saído dali com uma trela e teria de me limitar ao quadradinho que ele traçou sobre a secretária dizendo que a vida tem normas e o mundo limites. E que as mulheres precisam da protecção dos homens.
Não, não fiz nada. Já ando mais contida do que no passado e apenas me despedi com dois beijos dizendo-lhe que a figura junta não correspondia aos meus parâmetros.
Fonte: http://homensonline.blogspot.com/2009/02/as-coisas-que-uma-mulher-faz.html
Voltei - 15Fev2009 19:25:00

Palmilhei mundos, conheci gentes, bebi todas as espécies de chazinhos, suportei bons e maus aromas, bons e maus paladares, enchi a alma das mais variadas e melodiosas vozes, dancei ao ritmo de um nunca mais acabar de corpos, assoei o ranho a crianças mal vestidas, provei o sal dos mares mais distantes, repousei o corpo cansado em camas perfeitas e outras desfeitas, encontrei-me em longos céus, ajudada por tripulações de homens lindos e prestáveis, mas sempre muito profissionais: deseja tomar chá?
Aventurei-me por becos mal frequentados, fui assediada e assediei, pernoitei em hotéis de cinco estrelas com piscinas aquecidas e demolhei as mágoas em águas aromatizadas de jasmim. Vi o pôr do sol nos mais longínquos quadrantes e a aurora nas janelas de quartos coloridos.
E voltei.
Cansada de tanto ver e de nada ter.
A precisar de mimos, de palavrinhas doces, de actualizações e emoções menos cosmopolitas, mais brandas, mais caseiras.
Sei agora o que quero: quero um homem que seja grande, bom, enérgico, meigo, preocupado, descontraído, culto, rico, elegante, bem falante, que saiba dançar, cortar a relva, mudar as lâmpadas, que goste de um bom vinho, que conheça os melhores restaurantes, que olhe para as minhas amigas e não faça comentários nem bons nem maus, que não esteja comigo 24 horas por dia, que não se ausente por mais de 48 horas, que não ressone, que não durma na outra ponta da cama, que não me sufoque, que não tenha apneia do sono, que tome um duche todas as manhãs, que não atire caixas de chiclets vazias pela janela do carro, que não passe o fim de semana preocupado com o seu clube favorito, que resista às investidas sem queixumes, que não cheire mal dos pés, que não puxe a meia dúzia de cabelitos de uma margem para a outra da nuca, que me mime e que queira ser mimado.
Aguardo respostas.
Aventurei-me por becos mal frequentados, fui assediada e assediei, pernoitei em hotéis de cinco estrelas com piscinas aquecidas e demolhei as mágoas em águas aromatizadas de jasmim. Vi o pôr do sol nos mais longínquos quadrantes e a aurora nas janelas de quartos coloridos.
E voltei.
Cansada de tanto ver e de nada ter.
A precisar de mimos, de palavrinhas doces, de actualizações e emoções menos cosmopolitas, mais brandas, mais caseiras.
Sei agora o que quero: quero um homem que seja grande, bom, enérgico, meigo, preocupado, descontraído, culto, rico, elegante, bem falante, que saiba dançar, cortar a relva, mudar as lâmpadas, que goste de um bom vinho, que conheça os melhores restaurantes, que olhe para as minhas amigas e não faça comentários nem bons nem maus, que não esteja comigo 24 horas por dia, que não se ausente por mais de 48 horas, que não ressone, que não durma na outra ponta da cama, que não me sufoque, que não tenha apneia do sono, que tome um duche todas as manhãs, que não atire caixas de chiclets vazias pela janela do carro, que não passe o fim de semana preocupado com o seu clube favorito, que resista às investidas sem queixumes, que não cheire mal dos pés, que não puxe a meia dúzia de cabelitos de uma margem para a outra da nuca, que me mime e que queira ser mimado.
Aguardo respostas.
Fonte: http://homensonline.blogspot.com/2009/02/voltei.html
Ruínas - 11Ago2008 14:19:00
Depois de muito uso... há coisas que se gastam mesmo!
Fonte: http://homensonline.blogspot.com/2008/08/runas.html
Ai tanto, tanto calooooor... - 29Jun2008 22:26:00
Eles (os corpos) podem ficar quentes e até molhados de tanta transpiração. Podem incomodar na partilha da cama ou do quarto num dia de Verão, a gente sabe disso...
mas...
... o que é que uma mulher faz com tanto caloooor?!
Fonte: http://homensonline.blogspot.com/2008/06/ai-tanto-tanto-calooooor.html
Ai tanto calor... - 26Jun2008 12:46:00

O calor mata uma mulher.
E, de facto, morto o desejo está tudo morto.
Bem, não se trata de morrer morrer, mas somando o calor de dois corpos juntos fica-se pelo menos com uma insolação.
No Verão os quartos deviam ter camas separadas.
Vocês não acham?
E, de facto, morto o desejo está tudo morto.
Bem, não se trata de morrer morrer, mas somando o calor de dois corpos juntos fica-se pelo menos com uma insolação.
No Verão os quartos deviam ter camas separadas.
Vocês não acham?
Fonte: http://homensonline.blogspot.com/2008/06/ai-tanto-calor.html
A codificação dos elementos - 20Jun2008 17:47:00

Fiquei ali a olhar para a tabela periódica exercitando a mente em invenções: Nb de nabo, Db de diabrete, Rf de refinado, Pb de púbico, Rb de rabo bem feito e ? cheguei ao elemento Cu, como não podia deixar de ser.
Para afastar os maus pensamentos pus-me a ler a descrição das fórmulas, mas, ai Jesus!, não era, definitivamente, um exercício refrescante, pois o P, na lei de Stefan-Boltzmann estava indicado como a potência total irradiada por um corpo.
Para afastar os maus pensamentos pus-me a ler a descrição das fórmulas, mas, ai Jesus!, não era, definitivamente, um exercício refrescante, pois o P, na lei de Stefan-Boltzmann estava indicado como a potência total irradiada por um corpo.
Num dia de calor! Caramba!
Desviei as atenções para a constante de gravitação universal (G) e para a frequência do movimento ondulatório (f), no cumprimento de onda; mas à sala onde decorria o exame não chegava a ondulação da beira-mar e o único pensamento refrescante possível era estar deitada na areia da praia com os pés na água, pois só assim a capacidade térmica mássica do material de que é constituído o corpo (c) poderia entrar nos índices de refracção (n1 e n2) previstos na lei de Snell-Descartes.
É claro que dei um nó nos cabelos quando percebi que no trabalho realizado por uma força constante (F, com uma setazinha em cima) que actua sobre o corpo em movimento rectilíneo (W=Fd co ?), o d é o módulo do deslocamento do ponto de aplicação da força.
Deslocamento do ponto?
Ó Céus!!! Quando o exame acabar vou direitinha ao ginásio e fico 40 minutos naquela máquina do abre-fecha-abre-fecha-abre para rentabilizar a soma dos trabalhos realizados pelas forças que actuam num corpo num determinado intervalo de tempo (w), como manda o teorema da energia cinética.
Depois? pode ser que, considerando a 2 ª lei de Newton, a aceleração do centro de massa do corpo ajude a amplitude do sinal (A) na respectiva função.
Desviei as atenções para a constante de gravitação universal (G) e para a frequência do movimento ondulatório (f), no cumprimento de onda; mas à sala onde decorria o exame não chegava a ondulação da beira-mar e o único pensamento refrescante possível era estar deitada na areia da praia com os pés na água, pois só assim a capacidade térmica mássica do material de que é constituído o corpo (c) poderia entrar nos índices de refracção (n1 e n2) previstos na lei de Snell-Descartes.
É claro que dei um nó nos cabelos quando percebi que no trabalho realizado por uma força constante (F, com uma setazinha em cima) que actua sobre o corpo em movimento rectilíneo (W=Fd co ?), o d é o módulo do deslocamento do ponto de aplicação da força.
Deslocamento do ponto?
Ó Céus!!! Quando o exame acabar vou direitinha ao ginásio e fico 40 minutos naquela máquina do abre-fecha-abre-fecha-abre para rentabilizar a soma dos trabalhos realizados pelas forças que actuam num corpo num determinado intervalo de tempo (w), como manda o teorema da energia cinética.
Depois? pode ser que, considerando a 2 ª lei de Newton, a aceleração do centro de massa do corpo ajude a amplitude do sinal (A) na respectiva função.
Fonte: http://homensonline.blogspot.com/2008/06/codificao-dos-elementos.html
O Senhor Inspector - 01Jun2008 00:37:00

O senhor inspector era demasiado centrado em si próprio. Eu diria que a coisa mais importante do mundo para ele era o seu membro fálico, que queria ver inspeccionado ao milímetro e com fervor.
Inversão dos papéis mas só no que lhe convinha.
Desde o primeiro momento a sua grande preocupação foi fazer-me crer que o seu desempenho, avaliado em excelente, não precisava de se sujeitar a acções de aperfeiçoamento contínuo.
Ainda estou cá a pensar que o excelente lhe deve ter sido atribuído mais pelo número de casos do que pela qualidade. Digo eu, que aquilo de trabalhar para garantir a qualidade, e equidade e a justiça num quadro de responsabilização era conversa da treta, como se fosse um disco riscado a arranhar os ouvidinhos sensíveis de uma mulher como eu.
Não sei se é o excesso legislativo ou o excesso de acompanhamento, controlo, aferição e auditoria que põem um homem naquele estado, mas bem pensado qual é o homem, mesmo não tendo nada a ver com os órgãos de política criminal, que não sofra da tendência narcísica para fazer girar o mundo em torno da sua virilidade?
Eu é que fiquei em verdadeiro estado de choque quando percebi que as metas eram falaciosas e os alvos não passavam de decretos regulamentares.
Nem tive vontade para lhe testar as qualificações; saí porta fora sem dar cavaco, na defesa dos meus legítimos interesses, não fosse uma portaria qualquer obrigar-me à execução de um programa específico para o qual não estou minimamente vocacionada.
Inversão dos papéis mas só no que lhe convinha.
Desde o primeiro momento a sua grande preocupação foi fazer-me crer que o seu desempenho, avaliado em excelente, não precisava de se sujeitar a acções de aperfeiçoamento contínuo.
Ainda estou cá a pensar que o excelente lhe deve ter sido atribuído mais pelo número de casos do que pela qualidade. Digo eu, que aquilo de trabalhar para garantir a qualidade, e equidade e a justiça num quadro de responsabilização era conversa da treta, como se fosse um disco riscado a arranhar os ouvidinhos sensíveis de uma mulher como eu.
Não sei se é o excesso legislativo ou o excesso de acompanhamento, controlo, aferição e auditoria que põem um homem naquele estado, mas bem pensado qual é o homem, mesmo não tendo nada a ver com os órgãos de política criminal, que não sofra da tendência narcísica para fazer girar o mundo em torno da sua virilidade?
Eu é que fiquei em verdadeiro estado de choque quando percebi que as metas eram falaciosas e os alvos não passavam de decretos regulamentares.
Nem tive vontade para lhe testar as qualificações; saí porta fora sem dar cavaco, na defesa dos meus legítimos interesses, não fosse uma portaria qualquer obrigar-me à execução de um programa específico para o qual não estou minimamente vocacionada.
Fonte: http://homensonline.blogspot.com/2008/06/o-senhor-inspector.html
e a culpada sou eu??? - 23Mar2008 19:47:00
O Valter era um serzinho fleumático, emoções à flor da pele, fantasioso nos desejos e facilmente dado a grandes neuras. Bem... das neuras só soube mais tarde porque nos inícios não há nenhum que revele a matriz genética que a gente depois reconhece; o que ele queria exibir era as credenciais convencido que me impressionava com o selo de Bóston. Mas muito rapidamente a finesse descambou em desastre, que um gajo pode vestir-se de oiro mas o cheiro a sovaco não sai com os disfarces.A verdade é que eu já andava a ficar com azia quando ele se aproximava. O arzinho de caniche acabado de vir do cabeleireiro enfastiava-me e não me agradava aparecer com ele em público. No privado também não, pois aquela fantasia de querer que eu me vestisse de professora de liceu estava a pôr-me os nervos em franja. O homem era passado dos carretos, no mínimo, pois a maneira de me dar conhecimento dos seus anseios diários era um articulado escrito na forma mais institucional possível; havia alturas em que chegava com aqueles olhos de carneiro mal morto e me apresentava uma proposta para logo a seguir me trazer a contraproposta, no mesmo dia. Dizia que uma profissional se queria flexível e de desempenho acima da média. E que tinha de me habituar aos novos paradigmas, que a contabilização era uma ciência e que a profissão precisava do rigor dos números.
Ora estes dizeres davam-me cabo da paciência pois o meu desempenho já tinha sido avaliado por muita gente e nunca o resultado fora insuficiente; então para que precisava ele que eu apresentasse os planos detalhados das cenas? Grelhas, cálculos, estatísticas? Tanta teoria para uma mulher com a minha rodagem não era apenas uma afronta ? era uma dúzia de afrontas.
Pior de tudo foi quando comecei a questionar o desempenho dele; aquilo é que foi bramir, o cretino, acusando-me da descida de temperatura, do estado das estradas, do desemprego, da falência do Estado social, da má formação das famílias, da tendencialite da imprensa nacional, da linguagem desbragada dos blogues, do aumento de preço do gasóleo e? imaginem? da derrota do Sporting com o Vitória de Setúbal!
Livra, descarregar em cima de mim só porque me viu de lencinho ao pescoço não vale!
Fonte: http://homensonline.blogspot.com/2008/03/e-culpada-sou-eu.html
Avaliações e outras decepções - 21Mar2008 16:45:00

fotografia gentilmente roubada daqui
Antes de qualquer avanço apresentou-me um projecto individual. Eu sei que ainda era cedo para lhe falar em avaliações mas achei aquela antecipação um pouco acelerada.
É claro que li e reli mas aquilo era teórico demais: entre objectivos e competências, tudo ali esquadrinhado em grelhas super desenhadas, a minha atenção desviou-se para o número de sessões. O calendário era generoso.
Cedi à experimentação do modelo.
E assim andámos; os meses corriam e eu, nem bem nem mal servida, estava curiosa com o desfecho, a ver onde aquilo ia parar.
Dizia-se frequentemente indignado; e complicava-me os neurónios aquela sensibilidade à flor da pele, que ele dizia serem os ossos do ofício. Bem? não é que a sensibilidade masculina me repugne, mas ali a coisa assumia a mania da perseguição.
No dia em que o vi de bandeira negra acenderam-se-me as esperanças: íamos ter luta!
Preparei-me o melhor que sabia, dei lustro à minha pele hidratada e expectante e afiambrei-me ao pedaço de homem que ali tinha, esforçando-me para esquecer por momentos os argumentos amargos, mais do que esgrimidos, sem que eu tivesse culpas no cartório.
E assim andámos; os meses corriam e eu, nem bem nem mal servida, estava curiosa com o desfecho, a ver onde aquilo ia parar.
Dizia-se frequentemente indignado; e complicava-me os neurónios aquela sensibilidade à flor da pele, que ele dizia serem os ossos do ofício. Bem? não é que a sensibilidade masculina me repugne, mas ali a coisa assumia a mania da perseguição.
No dia em que o vi de bandeira negra acenderam-se-me as esperanças: íamos ter luta!
Preparei-me o melhor que sabia, dei lustro à minha pele hidratada e expectante e afiambrei-me ao pedaço de homem que ali tinha, esforçando-me para esquecer por momentos os argumentos amargos, mais do que esgrimidos, sem que eu tivesse culpas no cartório.
Espantei-me verdadeiramente quando me disse que estava na hora de eu me ir embora, alegando que estava instrumentalizada e ao serviço das políticas governamentais de avaliação.
Avaliar o seu desempenho, eu?
É claro que estava à espera do momento, mas já não seria a primeira vez que me dispunha a conceder a segunda oportunidade. Depois disso é que lhe daria a nota.
Salvo seja.
Fonte: http://homensonline.blogspot.com/2008/03/avaliaes-e-outras-decepes.html
Não se pode deixar morrer a Paixão - 24Fev2008 15:44:00
Entre dilúvios e enxurradas, discursos acusatórios e mensagens promocionais, repórteres da desgraça e comentadores sapientes, tenho-me deixado ir com as águas ...
Por todo o lado faz-se ouvir o descontentamento, morre gente nas estradas e morre o entusiasmo profissional que se calhar nunca foi de monta. De uma maneira geral o país está deprimido. Excepção feita a uns quantos obesos que fazem tilintar o metal na barriga.
Por todo o lado faz-se ouvir o descontentamento, morre gente nas estradas e morre o entusiasmo profissional que se calhar nunca foi de monta. De uma maneira geral o país está deprimido. Excepção feita a uns quantos obesos que fazem tilintar o metal na barriga.
Haverá futuro?
Hoje dei-me conta de que não posso deixar morrer a Paixão.
Hoje dei-me conta de que não posso deixar morrer a Paixão.

Fonte: http://homensonline.blogspot.com/2008/02/no-se-pode-deixar-morrer-paixo.html
Analfabeta-me - 08Jan2008 21:31:00

Por sugestão deste blog e inspirada num textozinho mal empregado, que é o do anúncio, resolvi falar a sério a brincar:
Tirem-me o A de todos os Amores vividos e por viver e o B dos Beijos, a ver se me importo.
Tirem-me o C da Cama e levem também o C dos Cornos com que fui brindada ao longo da vida;
Tirem-me o D dos Dias felizes ou o E dos Encontros e eu encontrarei outras formas de enfrentar a vida.
Tirem-me o G de todos os Gostos e eu arranjarei desgostos abençoados;
Tirem-me o H da História que às vezes me enfastia de tanto a saber de cor, o I das Ilusões efémeras, o J de todos os Jogos com falsas terminações e o L da Libido dos sábados à noite e eu terei todos os outros dias da semana.
Tirem-me o M das Melhores sensações e levem também o M dos piores Males.
Tirem-me o N das Noites mais suadas ou o O dos Ódios que nunca guardei para depois e eu suarei durante os dias mais gelados.
Tirem-me o P dos Prazeres benditos e eu converterei os malditos em satisfação.
Tirem-me o Q de todas as Questões impertinentes; o R dos Restos, o S da Sarna que em certos dias arranjo para me coçar.
Tirem-me o T de Todas as Tentações e eu tentarei tornar-me Tentadora.
Tirem-me o U do Último dia que preciso Urgentemente de adiar; e o V das Vitórias mal digeridas.
Tirem-me também o X dos Xaropes que não curam e o Z das Zangas que nunca melhoraram.
Porém? deixem-me o F.
Depois de me tirarem todas as letras não poderei mais ser eu. Só me resta pois um grito... Foooooooooda-se!
Tirem-me o C da Cama e levem também o C dos Cornos com que fui brindada ao longo da vida;
Tirem-me o D dos Dias felizes ou o E dos Encontros e eu encontrarei outras formas de enfrentar a vida.
Tirem-me o G de todos os Gostos e eu arranjarei desgostos abençoados;
Tirem-me o H da História que às vezes me enfastia de tanto a saber de cor, o I das Ilusões efémeras, o J de todos os Jogos com falsas terminações e o L da Libido dos sábados à noite e eu terei todos os outros dias da semana.
Tirem-me o M das Melhores sensações e levem também o M dos piores Males.
Tirem-me o N das Noites mais suadas ou o O dos Ódios que nunca guardei para depois e eu suarei durante os dias mais gelados.
Tirem-me o P dos Prazeres benditos e eu converterei os malditos em satisfação.
Tirem-me o Q de todas as Questões impertinentes; o R dos Restos, o S da Sarna que em certos dias arranjo para me coçar.
Tirem-me o T de Todas as Tentações e eu tentarei tornar-me Tentadora.
Tirem-me o U do Último dia que preciso Urgentemente de adiar; e o V das Vitórias mal digeridas.
Tirem-me também o X dos Xaropes que não curam e o Z das Zangas que nunca melhoraram.
Porém? deixem-me o F.
Depois de me tirarem todas as letras não poderei mais ser eu. Só me resta pois um grito... Foooooooooda-se!
Fonte: http://homensonline.blogspot.com/2008/01/analfabeta-me.html
cuecas azuis dão sorte? - 06Jan2008 21:22:00

Apareceu-me assim na noite da passagem de ano e disse que a coisa só funcionava se eu me apresentasse da cuequinha azul. Dizia que era para dar sorte.
Ora eu que não sou nada dessas superstições ? já me conhecem o lado pragmático, não conhecem? ? e que detesto consumismos de coisas inúteis, exibi-lhe a gaveta a abarrotar de lingerie variada e fiquei à espera dos olhitos mansos de macho a deixar-se vencer pela sedução dos cetins.
Que cena triste!
Ainda telefonei a duas amigas a ver qual delas me emprestava o acessório - aquela hora onde é que havia comércio aberto? - mas cada uma delas estava a usar o dito, ou antes, as ditas, e tive de reconhecer que aquele dia era de facto o dia da pouca sorte, pois o fulano, visivelmente incomodado, não se portou nem bem nem mal e no fim desapareceu tão depressa quanto tinha chegado, que nem a garrafita do espumante tínhamos ainda acabado.
Fica uma mulher de castigo a engolir as passas para ver se se passa alguma coisa de extraordinário e verga-se a mais uma frustração por causa de umas cuecas.
Isto compreende-se?
Que cena triste!
Ainda telefonei a duas amigas a ver qual delas me emprestava o acessório - aquela hora onde é que havia comércio aberto? - mas cada uma delas estava a usar o dito, ou antes, as ditas, e tive de reconhecer que aquele dia era de facto o dia da pouca sorte, pois o fulano, visivelmente incomodado, não se portou nem bem nem mal e no fim desapareceu tão depressa quanto tinha chegado, que nem a garrafita do espumante tínhamos ainda acabado.
Fica uma mulher de castigo a engolir as passas para ver se se passa alguma coisa de extraordinário e verga-se a mais uma frustração por causa de umas cuecas.
Isto compreende-se?
Fonte: http://homensonline.blogspot.com/2008/01/cuecas-azuis-do-sorte.html









