Profissão de risco - 15Jul2010 12:22:00
aquiFonte: http://vozemfuga.blogspot.com/2010/07/profissao-de-risco.html
Público-alvo - 14Jul2010 12:45:00
aquiSim, como te atreves a não ser cor-de-rosa, ou a ser cor-de-rosa, ou a espetar com o "Estrangeiro" no blogue? Ou a ter ideias e o que dizer todos os dias, até sobre acetona enamorada e ainda tempo para desencantares quem tem um total desperdício de tempo para diatribes blogosféricas de egos em contra-mão e invejas em riste? Mas como raios te atreves? Anos e anos disto e é assim, sempre foi assim, desde o analfabeto que pões mamas e mamudas ao advogado que não conhece o corrector ortográfico, passando pelos jornalistas de plantão e as encalhadas ao engate. A norma é uma treta, a média um espartilho e a mediania uma canseira. E a mim só me apetece ler romances de cordel, cor-de-rosa, muito cor-de-rosa, muito happy end e algumas quecas à mistura, que a vida está uma canseira e eu de rastos e as férias só começam para a semana. Vá! Pintar as unhas e ir à Zara aos saldos para entrar para o rebanho. Já! Como te atreves a ser diferente ainda? Como? E vê lá o público-alvo. Quem foi que disse que o blogue é nosso? Então não vês que está ali à mostra e é dos outros, desde os que acham que não plagiam porque é no facebook até aos que querem dar medalhas de cinco tostões? Mas onde andas com a cabeça, mulher?
Fonte: http://vozemfuga.blogspot.com/2010/07/publico-alvo.html
Pinóquios - 13Jul2010 12:40:00
.«as perícias consideram que a aprovação do empreendimento de Alcochete foi inteiramente regular e que a alteração das regras da Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo (ZPE), para além de legítima, não teve qualquer interferência na aprovação do projecto. (?)
O primeiro-ministro José Sócrates, como a directora do DCIAP Cândida Almeida já tornara público, não é arguido. Não é sequer suspeito no processo. Os arguidos nos autos do Freeport são Manuel Pedro Nunes, Charles Smith e João Cabral - todos da consultora Smith&Pedro -; o antigo presidente da Câmara Municipal de Alcochete, José Dias Inocêncio; a sua assessora Honorina Silvestre; e o antigo vice-presidente do ICN, José Manuel Marques.»
Jornal "I", 12 de Julho 2010
Sei que nunca consegui olhar para este emaranhado de diz-que-disse com as certezas de certa gente, que prefere acusar um inocente ? desde que seja José Sócrates que, como todos sabemos, além de paneleiro (porque disseram nas revistas), também é um escroque ladrão (porque disseram nos jornais) e não tem nada ar de inocente nos seus fatinhos Armani. É que fui criada a achar que qualquer auto-de-fé é condenável, e sempre olhei para esta salgalhada com suspeita. Agora está aqui o resultado e não vai dar em nada, que está tudo a banhos e o cão a morder o homem nunca foi notícia.
Posso não gostar de José Sócrates e das suas políticas. Posso até ter vontade de o acreditar culpado e corrupto. Mas não assim, não com este tipo de suspeitas e de campanha, em que acabou condenado em praça pública sem sequer ter sido indiciado. Será que vou acabar a pagar, com o dinheiro dos meus impostos, uma indemnização a José Sócrates à conta de um caso, que nunca chegou a ser caso, que nunca se provou, para além do boato?
Fonte: http://vozemfuga.blogspot.com/2010/07/pinoquios.html
Salvadores da Pátria - 12Jul2010 12:44:00
aquiFonte: http://vozemfuga.blogspot.com/2010/07/salvadores-da-patria.html
Fashionably Late - 07Jul2010 20:02:00
aquiParabéns, Espumante!
(e, sim, atrasei-me (de propósito :P) menos do que tu em Marco)
Fonte: http://vozemfuga.blogspot.com/2010/07/fashionably-late.html
Providência - 07Jul2010 12:41:00
«Não contem comigo para colocar o neoliberalismo na Constituição».
José Sócrates
Fonte: http://vozemfuga.blogspot.com/2010/07/nao-contem-comigo-para-colocar-o.html
Rebelião - 05Jul2010 12:19:00
Another promise, another scene,
Another package not to keep us trapped in greed,
With all? the green belts wrapped around our minds,
And endless red tape to keep the truth confined
Fonte: http://vozemfuga.blogspot.com/2010/07/rebeliao.html
(...) - 01Jul2010 00:09:00
Florence & The Machine - Heavy in your Arms
Found at bee mp3 search engine
Fonte: http://vozemfuga.blogspot.com/2010/07/blog-post.html
Ai Zé! - 30Jun2010 17:23:00
aquiNa verdade, talvez tenha agora alterado um pouco a indumentária. Provavelmente já não sai à rua de chapéu nem de garrafão de tinto. A barba e o bigode também devem estar mais aparaditos e já comprou umas calças novas aos chineses. Mas, quanto ao resto, tudo igual. Até ainda deve andar acompanhado pela Maria Paciência, porque há casais que não se divorciam.
No fundo, ele é, ainda, cada um de nós. E eu só gostava que houvesse força nos bracinhos deste povo para fazer os manguitos necessários.
Fonte: http://vozemfuga.blogspot.com/2010/06/ai-ze.html
Ah! - 30Jun2010 12:37:00
aquiFonte: http://vozemfuga.blogspot.com/2010/06/ah.html
Adeus, pilequinha - 29Jun2010 23:54:00
Fonte: http://vozemfuga.blogspot.com/2010/06/adeus-pilequinha.html
Parabéns, I. - 28Jun2010 12:28:00
aquiMiúda, mesmo quando não se quer, chega-se sempre ao dia. De carro, de mota, de patins... e hoje é o teu :)
Tem um dia feliz!
Fonte: http://vozemfuga.blogspot.com/2010/06/parabens-i.html
Até já. - 19Jun2010 00:55:00
aquiFonte: http://vozemfuga.blogspot.com/2010/06/ate-ja.html
RIP - 18Jun2010 23:48:00
manhãs e madrugadas em que não precisamos de
morrer.
Então sabemos tudo do que foi e será.
O mundo aparece explicado definitivamente e entra
em nós uma grande serenidade, e dizem-se as
palavras que a significam.
Levantamos um punhado de terra e apertamo-la nas
mãos.
Com doçura.
Aí se contém toda a verdade suportável: o contorno, a
vontade e os limites.
Podemos então dizer que somos livres, com a paz e o
sorriso de quem se reconhece e viajou à roda do
mundo infatigável, porque mordeu a alma até aos
ossos dela.
Libertemos devagar a terra onde acontecem milagres
como a água, a pedra e a raiz.
Cada um de nós é por enquanto a vida.
Isso nos baste.
José Saramago - Na ilha por vezes habitada
E talvez tenha por fim mordido "a alma até aos ossos dela".
Fonte: http://vozemfuga.blogspot.com/2010/06/rip.html
Faduncho - 16Jun2010 02:09:00
aquiHá dias, uma notícia num qualquer jornal (já nem os distingo sequer!) falava de uma qualquer estatística (a interpretação do dia? será mesmo verdade?) que demonstrava que, para combater a crise, os portugueses poupavam na comida, não compravam os medicamentos, mas mantinham os telemóveis e os canais por cabo. E provavelmente também as carteiras e os sapatos da moda e as férias pagas a prestações, se ainda encontrarem uma qualquer financeira que lhes empreste dinheiro. E depois são os 10% de desempregados e os que, nunca tendo trabalhado, vivem das prestações sociais e não contam para as estatísticas. Também costumam ter telemóvel e, provavelmente, a sport-tv. Mas há nisto tudo um tom de miséria e fatalismo e de gente enredada em muito pouco e uma incapacidade absolutamente gritante para virar as costas ao fado das notícias, à canção do desgraçado em pano de fundo, à incapacidade real de redigirem uma simples carta para acompanhar os CV que as novas oportunidades lhes impigem formatados e todos os homens que mordem um cão cada vez mais mirrado em prime-time. E nem a bola, desta vez!
Fonte: http://vozemfuga.blogspot.com/2010/06/faduncho.html
Palhaços - 15Jun2010 18:29:00
Pelos deuses! O ridículo alheio é algo realmente confrangedor (quase nunca notamos o nosso, o que dá jeito) quando a figura triste é evidente e o desconhecimento do absoluto burlesco é notório. Para além da pose, como é óbvio. E, no entanto, sem sequer merecer o distanciamento necessário e o cuidado nas fontes que a (de)formação profissional imporiam, vai a trote, não percebe, destrambelha e arremata. Absurdamente grotesco. Sem qualquer noção das medidas e dos tempos, desconhecendo que o tempo, mesmo ao deixar arquivos, não desdenha do conhecimento real e factual do realmente ocorrido. E que a memória, mesmo com arquivos, não é (ainda) a memória reconstruída ? como é quase sempre a memória ? mas sim a capacidade de relembrar ao pormenor de nicks e leituras e famílias e afiliações e amores e ódios e zangas e estórias a verdade de há um punhado de anos. E a liberdade interpretativa ? ou a dedução obtusa e hiperbólica ? não perdoa tamanha cabeçada de tacanhice. Sobra o ridículo. E é um ridículo sem desculpas, que a sua causa não são cartas de amor: é tão só a menoridade da personalidade pequena a nu, invejosa e vingativa. E mais uns soundbytes como tantos e tantos já antes vistos e revistos.
Talvez já esteja há demasiado tempo deste lado e nem seria de supor que me espantasse ainda ou que estranhasse em demasia. Mas é aquela coisa com os palhaços: são tanto melhores quanto menos parecem vestir a farda. E uma coisa é certa: divertiu-me o suficiente para ter vontade de escrever.
Fonte: http://vozemfuga.blogspot.com/2010/06/palhacos.html
Tamanho - 07Jun2010 18:38:00
aquiUm metro e sessenta e cinco. Mais um salto de três centímetros. Do mais normalzinho possível, pensava eu. E a calça nunca foi de número exorbitante, que as minhas exorbitâncias estão um bocado mais acima. Banalzinha até dizer chega, na mediania até no número do sapato e nos M e L sempre esgotados. Sendo assim, porque cargas de água é que, ultimamente, não encontro um par de calças que não tenha que mandar refazer a bainha?
Fonte: http://vozemfuga.blogspot.com/2010/06/tamanho.html
Um "Exodus" (*) para a Palestina? - 02Jun2010 00:17:00

© Mako Moya
Não questiono que Israel tem as suas razões. A política do Hamas ? ultrafundamentalista e belicista ? é abjecta, os seus líderes nunca deveriam ter tido espaço para chegar ao poder, as suas intenções são funestas. E a intervenção humanitária é, demasiadas vezes, ingénua nas suas boas intenções, mas ingerente e, pior, presa fácil de interesses não tão evidentes como isso.
Posto isto ? que me parece importante ? há a questão da própria política de Israel para Gaza e a total falta de respeito por normas que, mais do que do direito internacional, deveriam ser do senso comum: Israel enfiou aquela gente num gueto sem direitos, sem ajuda internacional, sem acesso ao mais básico. E os políticos israelitas parecem ter aprendido demasiado bem a lição dos algozes do seu povo no que toca a guetos e lebensraum.
Há ali uma desproporção de forças assustadora e, acima de tudo, o espaço limitado, fortificado e fechado onde os palestinianos devem estar a sentir-se encurralados, simples alvos sem fuga possível, mesmo com a fronteira a sul agora aberta após mais este ataque alucinado de que sobram apenas vítimas, muitas palavras e solução alguma.
Lá como cá, há os políticos e os seus jogos; e depois há a religião onde todos se escudam muito para além de qualquer tolerância. Mas há também as pessoas anónimas, que não mandam e desmandam, que apenas são vítimas. E pergunto-me quantos de nós, aprisionados pelas razões dos outros e por betão armado, conseguiríamos não pegar em pedras. Ou quantos não seríamos ainda ingénuos o suficiente para nos metermos num barco e sonharmos em salvar o mundo para acabar, afinal, como só mais uma vítima rapidamente esquecida.
Longe de todas as utopias, vejo vítimas. Cada vez mais vítimas. E, assim empilhadas e esquecidas, sendo mártires, resumem-se cada vez mais apenas a um número.
___________
(*)Sobre o "Exodus 1947", ler aqui.
Fonte: http://vozemfuga.blogspot.com/2010/06/um-exodus-para-palestina.html
Os ismos - 01Jun2010 19:38:00
.«Esta lei não surgiu do nada. Ela constitui apenas o mais recente passo de uma vasta campanha de promoção do erotismo, promiscuidade e depravação a que se tem assistido nos últimos anos. Por detrás de leis como o aborto, divórcio, procriação artificial, educação sexual e outras está o totalitarismo do orgasmo. Parece que o deboche agora se chama "modernidade".»
João César das Neves
Fonte: http://vozemfuga.blogspot.com/2010/06/os-ismos.html









