Preço do arroz bate recorde | 07Mai2008 20:01:00

Preço do arroz bate recorde após racionamento nos EUA
A principal cadeia de hipermercados dos EUA começou a restringir as vendas de arroz por cliente, provocando uma subida ainda maior no preço deste cereal. No último ano, o preço do arroz mais do que duplicou depois da China, Vietname e Índia terem limitado as exportações para salvaguardar as reservas internas. Além do aumento da procura nos países emergentes, na origem desta escalada podem estar os elevados preços do petróleo, o desvio de culturas agrícolas para a produção de biocombustíveis e a crise do imobiliário que tornou as matérias primas mais apetecíveis.
A cadeia Sam's Club, unidade da Wal-Mart, decidiu limitar as vendas de arroz a quatro pacotes de basmati, jasmim e agulha por cliente. Esta decisão levou o preço do cereal a um novo máximo histórico e a acumular um ganho de 26% desde o início do mês, o maior desde Outubro de 1993.
Depois da China, Vetname e Índia, a Tailândia, que fornece cerca de um terço das exportações mundiais, poderá também restringir as vendas para garantir a alimentação da sua população, de acordo com o Banco Mundial.
"Se um importante exportador com a Tailândia limitar as vendas ao estrangeiro, seria o mesmo que Arábia Saudita reduzisse as exportações de petróleo. Quanto mais países restringirem as suas exportações, mais forte se torna a pressão para a Tailândia fazer o mesmo", defendeu James Adams, sublinhando que "o Banco Mundial tem esperança que a Tailândia continue a resistir às pressões para diminuir as exportações."
in
http://www.esquerda.net
Também o Brasil suspendeu há uma semana as exportações de arroz das reservas públicas, para garantir o abastecimento interno e evitar uma escalada dos preços do produto. Nesta quinta-feira, o governo vai pedir aos produtores privados que façam o mesmo. Caso esta acção voluntária não se concretize, o governo poderá impor barreiras para dificultar as exportações, avisou o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes.
Em resposta a estas medidas protagonizadas por grandes produtores de arroz levaram o Japão, maior importador de arroz do mundo, a apelar à Organização Internacional de Comércio que impeça os países de limitar as exportações.
O arroz, responsável pela alimentação de três mil milhões de pessoas, já duplicou de preço no último ano. O encarecimento do arroz, bem como de outras bens alimentares essenciais como o milho e o trigo, resulta dos elevados preços do petróleo, da forte procura dos mercados emergentes, do desvio de culturas agrícolas para a produção de bio-combustíveis, do mau tempo e da actual turbulência financeira, que transformou as matérias-primas em activos mais apetecíveis. Na verdade, a crise imobiliária nos EUA desviou os investimentos do imobiliário para " títulos correspondentes a negociações com produtos agro-pecuários nas bolsas de mercadorias", provocando a escalada dos preços.
A principal cadeia de hipermercados dos EUA começou a restringir as vendas de arroz por cliente, provocando uma subida ainda maior no preço deste cereal. No último ano, o preço do arroz mais do que duplicou depois da China, Vietname e Índia terem limitado as exportações para salvaguardar as reservas internas. Além do aumento da procura nos países emergentes, na origem desta escalada podem estar os elevados preços do petróleo, o desvio de culturas agrícolas para a produção de biocombustíveis e a crise do imobiliário que tornou as matérias primas mais apetecíveis.
A cadeia Sam's Club, unidade da Wal-Mart, decidiu limitar as vendas de arroz a quatro pacotes de basmati, jasmim e agulha por cliente. Esta decisão levou o preço do cereal a um novo máximo histórico e a acumular um ganho de 26% desde o início do mês, o maior desde Outubro de 1993.
Depois da China, Vetname e Índia, a Tailândia, que fornece cerca de um terço das exportações mundiais, poderá também restringir as vendas para garantir a alimentação da sua população, de acordo com o Banco Mundial.
"Se um importante exportador com a Tailândia limitar as vendas ao estrangeiro, seria o mesmo que Arábia Saudita reduzisse as exportações de petróleo. Quanto mais países restringirem as suas exportações, mais forte se torna a pressão para a Tailândia fazer o mesmo", defendeu James Adams, sublinhando que "o Banco Mundial tem esperança que a Tailândia continue a resistir às pressões para diminuir as exportações."
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Também o Brasil suspendeu há uma semana as exportações de arroz das reservas públicas, para garantir o abastecimento interno e evitar uma escalada dos preços do produto. Nesta quinta-feira, o governo vai pedir aos produtores privados que façam o mesmo. Caso esta acção voluntária não se concretize, o governo poderá impor barreiras para dificultar as exportações, avisou o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes.
Em resposta a estas medidas protagonizadas por grandes produtores de arroz levaram o Japão, maior importador de arroz do mundo, a apelar à Organização Internacional de Comércio que impeça os países de limitar as exportações.
O arroz, responsável pela alimentação de três mil milhões de pessoas, já duplicou de preço no último ano. O encarecimento do arroz, bem como de outras bens alimentares essenciais como o milho e o trigo, resulta dos elevados preços do petróleo, da forte procura dos mercados emergentes, do desvio de culturas agrícolas para a produção de bio-combustíveis, do mau tempo e da actual turbulência financeira, que transformou as matérias-primas em activos mais apetecíveis. Na verdade, a crise imobiliária nos EUA desviou os investimentos do imobiliário para " títulos correspondentes a negociações com produtos agro-pecuários nas bolsas de mercadorias", provocando a escalada dos preços.
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