Turbulência nos aeroportos de Portugal | 20Ago2007 05:09:00
Publicado por: Manuel Ramalho
A maioria dos mais de mil voos realizados este fim-de-semana nos aeroportos nacionais registou atrasos. Mas, de acordo com a Groundforce, a empresa que faz o acompanhamento aeronáutico, nenhum foi cancelado devido à paralisação de dois dias do pessoal de terra (handling).
O aeroporto de Lisboa, entre os cinco visados, foi o que mais perturbações registou devido à greve dos trabalhadores da Groundforce, registando-se ali não só os maiores atrasos nos voos como também o maior volume de bagagens em terra. Constrangimentos considerados normais pela Groundforce realçando que, só no aeroporto de Lisboa, foram acompanhados perto de 100 mil passageiros.“Houve aviões a partir sem as malas dos passageiros”, afirmou ao CM fonte do Sindicato dos Técnicos de Handling dos Aeroportos, sublinhando que a “adesão à greve na placa foi superior à de sábado, atingindo perto dos 100 por cento”. Uma percentagem que levou a acumulação de atrasos, a adiar o retorno de aviões e mesmo a cancelamentos, afirma o sindicato.Uma posição contestada pelo porta-voz da Groundforce, António Matos, explicando que o dia de ontem “registou atrasos inferiores aos de sábado, ou seja, menos de uma hora”. Nos restantes aeroportos (Porto, Faro, Funchal e Porto Santo), a operação decorreu apenas com alguns constrangimentos, mas pouco significativos. A perspectiva da Groundforce é que os efeitos da greve do fim-de-semana já não se façam sentir hoje, esperando-se a regularização da situação, garantiu António Matos. A ‘guerra’ de versões marcou a paralisação dos trabalhadores do handling, com a empresa minimizar os efeitos da greve e os trabalhadores a sublinhá-los. O que é certo é que muitos passageiros sentiram mais particularmente que outros a turbulência terrestre. Cerca de 350 malas por dia, em média, não seguem viagem com os passageiros, explicou ontem ao CM o porta-voz da Groundforce António Matos, justificando assim a normalidade vivida sábado no aeroporto da Portela em dia de greve. Um número contrariado pelo Sindicato dos Técnicos de Handling dos Aeroportos (STHA) que garante terem ficado em terra, sábado, cerca de mil malas. O tratamento da bagagem é uma das funções do pessoal de terra (handling) que não só a separa conforme o voo como também é responsável pelo seu encaminhamento e carregamento, para as aeronaves. Este sector terá sido, ainda segundo fontes sindicais, um dos mais afectados pela greve de 48 horas destes técnicos, que reclamam uma revisão salarial mais justa e horários de trabalho legais. O impacto no processamento de bagagem fez-se sentir não só ao nível dos passageiros que chegaram aos seus destinos sem as respectivas malas mas também aos que chegavam aos aeroportos nacionais, que tiveram que aguardar mais do que o habitual pela entrega nos tapetes.


















